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Brasil, Argentina e o efeito Orloff

Economista Luiz Alberto Machado fala sobre as semelhanças das economias de Brasil e Argentina

 

Reunião semanal do Espaço Democrático também abordou expectativas sobre candidaturas para eleições de 2022 Foto: Scriptum Comunicação

 

Redação Scriptum

 

Após mais de 30 anos, as economias de Brasil e Argentina voltam a apresentar, simultaneamente, problemas parecidos motivados por razões muito semelhantes, segundo apontou o economista Luiz Alberto Machado na reunião semanal do Espaço Democrático – a fundação para estudos e formação política do PSD –, nesta quarta-feira (3).

Machado lembrou o histórico de crises econômicas dos dois países ao longo da década de 1980, que motivaram vários planos econômicos. “Brasil e Argentina se alternavam em situações críticas no controle da inflação, ora um, ora outro, a ponto de, entre os economistas, ser comum a brincadeira inspirada em uma propaganda de vodca da época, que usava o bordão eu sou você amanhã”.

Este alternância se encerrou com a implementação, no Brasil, do Plano Real, que deu estabilidade à moeda e controlou a inflação – a Argentina, por sua vez, continuou tropeçando em medidas para tentar fortalecer a sua economia. “Mas muito antes do que eu poderia imaginar estamos novamente de volta àquele ciclo do “efeito Orloff”, do “eu sou você amanhã”, disse Machado. “Como na Argentina, também por motivos eleitoreiros nossos indicadores econômicos têm sido rapidamente comprometidos: a inflação está em alta, o câmbio se deteriorou e o teto de gastos pode ser estourado”.

Segundo o economista, o argumento – “falacioso em minha opinião”, diz – foi a necessidade de priorizar aspectos sociais: “Como se houvesse incompatibilidade entre responsabilidade social e responsabilidade fiscal”.

Machado lembrou que a gravidade das medidas adotadas provocaram, entre outras coisas, a demissão de dois dos mais importantes assessores do ministro Paulo Guedes, no que considerou “um raro exemplo de obediência aos padrões de decência por parte de integrantes do Executivo”. Para ele, além de o Brasil estar se aproximando da situação da Argentina, caminha rapidamente para um passado em que, diante do descontrole na área fiscal, toda a responsabilidade pelo controle da inflação ficava com a política monetária. Em outras palavras, com o Banco Central e sucessivas elevações da taxa de juros.

Terceira via

Outro tema debatido na reunião semanal do Espaço Democrático foi a viabilidade de uma candidatura de terceira via nas eleições presidenciais do próximo ano, diante da polarização mostrada nas pesquisas de opinião pública entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o virtual candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. Os cientistas políticos Rubens Figueiredo e Rogério Schmitt falaram sobre o tema.

Também participaram da reunião semanal do Espaço Democrático o jornalista Eduardo Mattos, assessor de Comunicação/Scriptum, o economista Roberto Macedo, o gestor público e consultor em saúde Januário Montone, o superintende do Espaço Democrático, João Francisco Aprá e o gestor público Júnior Dourado.


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