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Brasil é o país em que as igrejas pentecostais têm melhor resultado eleitoral

Cientista político Fábio Lacerda, um dos principais pesquisadores sobre a participação dos evangélicos na política, falou no Espaço Democrático

 

Redação Scriptum

 

Embora as igrejas pentecostais tenham fincado raízes profundas e crescido de forma consistente em todos os países da América Latina nas últimas décadas – em Honduras os evangélicos já são mais da metade da população –, foi no Brasil que elas alcançaram os resultados mais expressivos da política. “Os evangélicos pentecostais têm hoje 100 parlamentares no Congresso, sete senadores e 93 deputados federais”, afirma o doutor em ciência política Fábio Lacerda, professor no Centro Universitário FEI e do Ibmec São Paulo. “E a tendência é de que este número cresça nas eleições deste ano”, diz.

Fábio Lacerda fez palestra na reunião semanal dos consultores e colaboradores da fundação Espaço Democrático, do PSD, com quem trocou ideias sobre a participação de movimentos religiosos na política e na administração pública. Ele lembrou que o avanço na participação das igrejas pentecostais na atividade política brasileira se deu a partir da redemocratização, em especial da Assembleia Nacional Constituinte de 1988, quando elas tinham 12 parlamentares, de acordo com os dados de Lacerda. “De lá para cá, este número cresceu eleição a eleição, com um breve refluxo em 2006”, lembra ele, que é um dos principais pesquisadores brasileiros no tema.

Ouça a entrevista no podcast do Espaço Democrático

Apesar do número significativo de deputados e senadores evangélicos, e das muitas denominações pentecostais, os eleitos concentram-se basicamente em três delas: Igreja Universal, Assembleia de Deus e Igreja do Evangelho Quadrangular. “E nem podemos considerar a Assembleia de Deus como apenas uma igreja, já que ela tem os seus ministérios – Madureira, Belém e Vitória em Cristo – que não atuam necessariamente juntos”, lembra o cientista político. “Isto pode provocar certa dificuldade em coordenar interesses e candidaturas”. Lacerda aponta que, historicamente, o foco dos pentecostais estava na Câmara Federal, mas em 2018, com as seguidas taxas de sucesso eleitoral, houve uma variação desta rota, para apresentar candidaturas também ao Senado, o que resultou na eleição de sete parlamentares.

Apesar de o último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ter registrado que houve redução no número de evangélicos pentecostais no Brasil, Lacerda acredita que a influência deste estrato eleitoral continuará importante no pleito de outubro, como tem demonstrado as próprias pesquisas de intenção de votos. “A bancada na Câmara deve crescer, embora menos que em 2014 e 2018, para perto de 100 deputados federais”, projeta.

Participaram da reunião semanal do Espaço Democrático, os economistas Luiz Alberto Machado e Roberto Macedo, os cientistas políticos Rogério Schmitt e Rubens Figueiredo, o sociólogo Tulio Kahn, o especialista em gestão Rafael Auad, o superintendente o Espaço Democrático, João Francisco Aprá, a secretária do PSD nacional, Ivani Boscolo, o gestor público Januario Montone e os jornalistas Eduardo Mattos e Sérgio Rondino, coordenador de Comunicação do Espaço Democrático.


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