Pesquisar

tempo de leitura: 2 min salvar no browser

{ PALESTRA }

Brasil precisará se empenhar para readquirir reputação internacional

Fernanda Magnotta, especialista em relações internacionais, falou na Fundação Espaço Democrático

 

 

Redação: Scriptum

 

O próximo presidente brasileiro, seja ele conservador ou progressista, terá que estabelecer um plano de longo prazo para que o Brasil possa readquirir o status que já teve na comunidade internacional. “Eu costumo dizer que a gente demora uma vida para construir a própria reputação, e menos de dez minutos para perdê-la”, diz a especialista em relações internacionais Fernanda Magnotta em entrevista durante a reunião semanal do Espaço Democrático – a fundação de estudos e formação política do PSD –, nesta terça-feira (23)

Para Fernanda, que é coordenadora do curso de Relações Internacionais da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) e senior fellow do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), o País está muito fragilizado. “O Brasil precisa convencer que pode ser levado a sério do ponto de vista de suas instituições, de sua estabilidade econômica, do seu ambiente de negócios, de sua segurança jurídica”, diz ela. “Nós perdemos espaço em vários ambientes, ao ponto de o governo brasileiro ter dificuldade de ser recebido por líderes estrangeiros para a discussão de agendas, o que é uma coisa realmente incomum na história de nossas relações exteriores”, aponta. “Há pautas muito sensíveis que são cada vez mais importantes no campo global, entre as quais a ambiental, na qual a reputação brasileira sofreu bastante”.

Na entrevista conduzida pelo jornalista Sérgio Rondino, Fernanda, que é especialista em política americana, fez uma profunda análise de vários aspectos do governo de Joe Biden, entre os quais a escalada de tensões com a China em razão das recentes visitas de parlamentares americanos a Taiwan – considerada uma província rebelde pelo governo chinês. “Tudo pode acontecer, inclusive nada”, disse ela. “Há uma série de divergências entre os dois países, mas a chance de um enfrentamento a curto prazo tem sido contida por interesses domésticos: Biden tem as eleições legislativas em novembro e a China passará pela condução de Xi Jinping para um terceiro mandato, ou seja, tudo o que não precisam é de instabilidade”.

Participaram da reunião semanal do Espaço Democrático os economistas Luiz Alberto Machado e Roberto Macedo, os cientistas políticos Rogério Schmitt e Rubens Figueiredo, o sociólogo Tulio Kahn, o gestor público Januario Montone, o gestor público Júnior Dourado, e os jornalistas Eduardo Mattos e Sérgio Rondino, coordenador de Comunicação do Espaço Democrático.


ˇ

Atenção!

Esta versão de navegador foi descontinuada e por isso não oferece suporte a todas as funcionalidades deste site.

Nós recomendamos a utilização dos navegadores Google Chrome, Mozilla Firefox ou Microsoft Edge.

Agradecemos a sua compreensão!