Como desatar o nó da falta de trabalho e renda

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DIÁLOGOS NO ESPAÇO DEMOCRÁTICO

 

O coronavírus, que motivou a concessão do auxílio emergencial pelo governo federal a pessoas que sofreram os efeitos econômicos da pandemia, revelou que o Brasil tem que mudar sua velha cultura orçamentária: primeiro aumentar os gastos do Estado e só depois ir atrás da fonte dos recursos para financiamento. “O auxílio foi importante para impedir que muita gente descesse ao nível da miséria absoluta, mas a discussão central não é ele: é de onde tiraremos o dinheiro para bancá-lo”, diz José Márcio Camargo, economista que deu importantes contribuições na formulação de políticas públicas de transferência de renda condicionada, como o programa Bolsa Família, no Brasil, o Progresa, no México, e o Familias em Acción, na Colômbia.

Entrevistado pelo programa “Diálogos no Espaço Democrático”, da fundação do PSD e disponível em seu canal do Youtube, Camargo disse que a pandemia está forçando o País a debater de onde virá o dinheiro. “Isso é uma mudança importante na estrutura orçamentária do País porque se não houvesse o teto de gastos ninguém estaria discutindo isto agora”. Ele questiona inclusive a natureza dos gastos neste momento: “O Brasil gasta com o que não é essencial; faz sentido o País gastar milhões com emendas de parlamentares e supersalários do funcionalismo, por exemplo? Que importância tem, neste momento, a construção de uma ponte na comunidade de um deputado?”

Para ele, a essência da questão é que o dinheiro para bancar o auxílio emergencial e qualquer outro programa de transferência de renda precisa ser tirado de algum lugar. “E alguém vai sair perdendo neste processo”, diz.

José Márcio foi entrevistado pelos economistas Roberto Macedo e Luiz Alberto Machado, pelo cientista político Rogério Schmitt e pelo jornalista Sérgio Rondino, organizador e âncora do programa de entrevistas e debates.

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