Conselho debate papel das prefeituras na segurança pública

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ESPAÇO DEMOCRÁTICO

Reunião do Conselho Temático de Segurança Pública do Espaço Democrático foi dirigida pelo coordenador Tulio Kahn

 

O papel das prefeituras na prevenção à violência e no combate à criminalidade. Esse foi o assunto central da reunião promovida nesta segunda-feira (5) pelo Conselho Temático de Segurança Pública do Espaço Democrático, fundação do PSD para estudos e formação política. Promovido na sede do partido, na capital paulista, o encontro foi dirigido pelo coordenador do Conselho de Segurança Pública do Espaço Democrático, Tulio Kahn, e contou com as presenças de especialistas na área, entre eles o ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Mário Jordão Toledo Leme, além do ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Andrea Matarazzo, do presidente do Sindicato da Indústria de Instalação de São Paulo (SindInstalação), José Silvio Valdissera, e do jornalista Sérgio Rondino.

Matarazzo lembrou de ações adotadas na gestão do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, quando esteve à frente da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. Ele ressaltou a importância da integração entre o poder público e as polícias para a diminuição dos índices de violência e de medidas como a fiscalização de estabelecimentos, limpeza constante das ruas e melhoria da iluminação pública “É enorme o poder que o município tem de ajudar na segurança, através da ordem urbana. Na região da Nova Luz, na Cracolândia, você percebia o quanto o município facilitava o trabalho da polícia, havia perfeita sintonia.”

Mário Jordão destacou que o prefeito “pode ajudar as instituições policiais agindo de forma enérgica e realizando ações como fiscalizar hotéis e impedir o funcionamento de estabelecimentos que promovam o tráfico de entorpecentes, a prostituição e o contrabando.”

José Silvio Valdissera propôs a terceirização do serviço de monitoramento de equipamentos públicos. “A polícia tem de exercer sua principal atividade, que é o combate ao crime. O que cabe à guarda patrimonial, como prédios públicos, escolas municipais e praças, poderia ser terceirizado para empresas especializadas em segurança. Isso poderia ser feito através de um contrato de gestão com organizações sociais de segurança.”

Tulio Kahn fez um balanço positivo do encontro, em que também foram discutidas propostas para a capital paulista. Entre as principais sugestões apresentadas pelos participantes estão a criação de um aplicativo para o recebimento de denúncias sobre problemas que afetam a segurança, como a falta de iluminação nos bairros, a regulamentação do trabalho dos guardas noturnos que atuam de maneira clandestina e a elaboração de um Plano Municipal de Segurança Pública.

“Temos a mania de pensar a segurança apenas como algo feito pela Guarda Municipal. Na verdade, a Prefeitura tem muito mais recursos nas mãos para lidar com a questão da criminalidade e da sensação de segurança. Ela tem escolas, equipamentos culturais, mexe com a parte da iluminação, do controle das posturas municipais. É um poder de polícia administrativa muito forte.”

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