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Crimes de rua caem à medida em que os digitais explodem

Sociólogo Tulio Kahn fala sobre o fenômeno que as estatísticas da segurança pública têm mostrado

 

Tulio Kahn: encontro físico entre agressor e vítima tornou-se secundário.

 

 

Redação e Edição: Scriptum

 

Um fenômeno ainda sem causas aparentes vem sendo registrado pelas estatísticas: os crimes violentos ocorridos na rua têm apresentado tendência de queda, ao passo que os crimes digitais têm crescido de forma explosiva. Este foi o tema da apresentação do sociólogo Tulio Kahn, especialista em segurança pública, nesta terça-feira (3), na reunião semanal do Espaço Democrático, a fundação para estudos e formação política do PSD.

Segundo Kahn, há várias teorias para o crescimento dos crimes digitais. Uma delas é a de que a maior parte deles – invasão de contas bancárias e transferências via PIX, entre outros – tipificados como estelionato, são menos arriscados para quem pratica. “A teoria do crime como atividade de rotina diz que para que um crime ocorra é preciso que ofensor e vítima se encontrem num determinado espaço, pouco protegido”, lembra Kahn. O avanço das novas tecnologias impõe uma revisão desta teoria, já que o encontro físico entre agressor e vítima tornou-se secundário.

O sociólogo lembra ainda outra teoria para o fenômeno: a demográfica, o envelhecimento da população, associada ao fato de que os jovens brasileiros passam muito tempo on-line.

Na ponta contrária, da redução dos crimes violentos de rua, as estatísticas indicam que o pico das séries criminais ocorreu entre 2016 e 2017, depois de dois anos de aguda contração na economia. Roubo a instituição financeira e tentativa de homicídio, por exemplo, caíram a partir de 2015; furto de veículos e roubo seguido de morte, a partir de 2016; homicídios, lesão corporal seguida de morte, roubo de carga e roubo de veículos desde 2017. Desde então, todos esses crimes vem caindo.

Participaram da palestra do Espaço Democrático, além do sociólogo Tulio Kahn, o superintendente da fundação, João Francisco Aprá; o gestor público e consultor em saúde Januario Montone; os economistas Roberto Macedo e Luiz Alberto Machado; os cientistas políticos Rogério Schmitt e Rubens Figueiredo; a secretária nacional do PSD Mulher, Ivani Boscolo; e os jornalistas Sérgio Rondino, coordenador de comunicação do Espaço Democrático, e Eduardo Mattos.


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