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{ DIÁLOGOS NO ESPAÇO DEMOCRÁTICO }

Dependência externa deixa o Brasil de joelhos

Economista Carlos Gadelha, pesquisador da Fiocruz, expõe a dramática situação do Brasil na saúde

 

 

 

A pandemia do coronavírus deixa, para o Brasil, uma lição exemplar: é a partir das demandas sociais que o País deve desenvolver suas políticas industrial, científica e tecnológica. “O Estado tem que ser Estado”, resume o economista Carlos Augusto Gadelha, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e profundo conhecedor da dependência brasileira de insumos na área da saúde. Ele foi entrevistado pelo programa “Diálogos no Espaço Democrático”, produzido pela TV da fundação do partido e disponibilizado no Youtube.

Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Gadelha, disse que a crise expôs o alto grau de vulnerabilidade do Brasil: “Se o mercado internacional pega um resfriado, nós pegamos uma doença crônico-degenerativa ou ficamos de joelhos”. Os números da dependência brasileira, citados por ele, são dramáticos. A indústria de remédios importa 95% dos fármacos – os princípios ativos usados na produção de medicamentos. No caso de equipamentos como os respiradores, até mesmo aqueles produzidos no Brasil não estão livres da importação: 60% dos componentes utilizados vêm de fora.

A saída, para o economista, é estimular as parcerias. “O mercado público é um patrimônio que pode estimular a produção local, todos os países fazem isto”, diz ele. “Não falo em estatizar, mas estimular parcerias”. Gadelha foi entrevistado pelo ex-presidente da ANS (Agência Nacional de Saúde) e ex-secretário municipal de Saúde de São Paulo, Januario Montone, pelo economista Roberto Macedo, e pelo jornalista Sérgio Rondino.

Esta é a oitava entrevista da série “Diálogos no Espaço Democrático” – todas elas feitas por meio do uso de ferramentas de conferência remota – para tratar de temas relacionados ao coronavírus. O sociólogo Tulio Kahn falou sobre os modelos matemáticos utilizados para avaliar o avanço da contaminação no Brasil; o professor Marcus Vinicius de Freitas abordou o multilateralismo e a globalização após a pandemia; o cientista político Rogério Schmitt falou sobre as dificuldades do federalismo brasileiro; o economista José Roberto Afonso fez uma análise do mercado informal de trabalho; o médico Yussif Ali Mere Jr, presidente da Federação e do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo, tratou do impacto da pandemia na rede privada de saúde; e o pré-candidato do PSD à Prefeitura de São Paulo, Andrea Matarazzo, falou sobre as demandas das grandes metrópoles, expostas pela pandemia. E o assessor especial do Ministério da Economia, Guilherme Afif Domingos, que é um dos fundadores do PSD, mostrou os impactos do coronavírus na economia brasileira. As entrevistas podem ser vistas aqui.


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