Dependência externa do Brasil em saúde é dramática

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O economista Carlos Augusto Gadelha, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz

 

A pandemia do coronavírus deixa, para o Brasil, uma lição exemplar: o País precisa desenvolver suas políticas industrial, científica e tecnológica para fugir da dramática dependência em insumos para medicamentos e equipamentos de saúde. “O Estado tem que ser Estado”, resume o economista Carlos Augusto Gadelha, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e profundo conhecedor do tema. Ele é o personagem da mais recente publicação do Espaço Democrático, já disponível para download ou leitura online.

Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Gadelha diz que a crise expôs o alto grau de vulnerabilidade do Brasil: “Se o mercado internacional pega um resfriado, nós pegamos uma doença crônico-degenerativa ou ficamos de joelhos”. Os números da dependência brasileira, citados por ele, são impressionantes: a indústria de remédios importa 95% dos fármacos – os princípios ativos usados na produção de medicamentos. No caso de equipamentos como os respiradores, até mesmo aqueles produzidos no Brasil não estão livres da importação: 60% dos componentes utilizados vêm de fora. Gadelha foi entrevistado pelo ex-presidente da ANS (Agência Nacional de Saúde) e ex-secretário municipal de Saúde de São Paulo, Januario Montone, pelo economista Roberto Macedo e pelo jornalista Sérgio Rondino.

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