Espaço Democrático analisa o Brasil dos anos 2020

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 O Espaço Democrático – a fundação para estudos e formação política do PSD – acaba de lançar mais uma publicação: o livro“Brasil nos anos 2020 – desafios e possibilidades” discute em perspectiva alguns aspectos fundamentais da vida do País. O livro, organizado pelo cientista político Rubens Figueiredo, reúne análises de nove autores e está disponível em edições digital (acesse aqui) e física (peça pelo e-mail jfapra@espacodemocratico.org.br e retire na sede da fundação). Em razão da pandemia do coronavírus, o lançamento foi feito por meio de conferência eletrônica da qual participaram todos os autores (assista aqui).

Idealizador e organizador do livro, Figueiredo conta que a publicação foi concebida a partir da “observação de que a conjuntura política agitada que o Brasil vive atualmente trouxe a análise para o dia a dia e o debate ficou polarizado, emocional e superficial”. Segundo ele, “as discussões rancorosas pouco levam em conta a realidade do País, daí a necessidade de discutir em perspectiva temas de interesse do Brasil”. Para Figueiredo, o Brasil é um País a ser reformado e o debate ideológico que se instalou não acrescenta nada.

Os nove capítulos abordam áreas distintas como política, economia, segurança pública, tecnologia e relações internacionais. Como o livro foi concluído em plena pandemia do coronavírus, a maior parte dos autores escreveu um posfácio contextualizando o tema abordado do ponto de vista da nova realidade.

No primeiro capítulo, que dá nome ao livro, Rubens Figueiredo faz uma análise política estrutural do Brasil. Ele é pós-graduado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, integrante do Conselho Superior de Estudos Avançados da Fiesp e do Conselho de Orientação Política e Social da Associação Comercial de São Paulo. É autor, coautor e organizador de mais de 25 livros nas áreas de estudos de opinião pública, marketing político, performance de governos, ação empresarial e inovação na administração pública.

Na sequência, o economista Roberto Macedo analisa a economia brasileira neste início de década. Ele é mestre e doutor pela Universidade Harvard e membro do Conselho de Administração da Desenvolve SP. Foi secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). É autor de vários livros, entre os quais Os Salários na Teoria Econômica e Benefits and Costs of Privatization: Evidence from Brazil, com F. Anuatti-Netto, M. Barossi-Filho e A. Gledson de Carvalho, para o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Vilmar Rocha, professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás (UFG) e deputado federal por cinco mandatos, assina o capítulo intitulado Presente e futuro da democracia no Brasil. Ele foi presidente do Instituto Tancredo Neves, órgão de estudos políticos, econômicos e sociais e publicou diversos livros, o último dos quais O Fascínio do Neopopulismo. É coordenador de relações institucionais da Fundação Espaço Democrático.

Os riscos e as oportunidades para o sistema político brasileiro são o tema abordado pelo cientista político Rogério Schmitt em seu capítulo. Ele é doutor e mestre em ciência política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), professor do MBA em Relações Governamentais da FGV/SP, analista de risco político da Empower Consultoria e membro do Conselho Superior de Estudos da Política da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. (Fiesp).

A socióloga Silvia Cervellini escreve sobre opinião pública e também aborda as novas formas de participação política em seu texto. Ela tem especialização em Opinião Pública e Master of Arts pela University of Connecticut e desenvolveu, por mais de 20 anos, carreira executiva no Ibope Opinião e, depois, no Ibope Inteligência. Desde 2017 integra o Coletivo Delibera Brasil, que tem como objetivo fortalecer e aprofundar a democracia brasileira por meio de iniciativas de deliberação cidadã conhecidas como Minipúblicos ou Júris Cidadãos.

Tecnologia e mudanças sociais é o título do capítulo assinado pelo engenheiro e doutor em Engenharia Mecânica pela Universidade de Minnesota (EUA), Alvaro Toubes Prata, professor titular do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pesquisador nível 1A no CNPq. Prata integrou, entre 2012 e 2018, o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, onde ocupou os cargos de Secretário Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, e Secretário Executivo. Foi presidente do Conselho de Administração da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) de 2016 a 2019.

O sociólogo Tulio Kahn é o autor do oitavo capítulo, no qual aborda, entre outros temas, a importância do uso da inteligência na segurança pública. Ele é doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP) e foi pesquisador visitante do Center for Iberian and Latin American Studies (CILAS), Universidade da California San Diego, do Center for Latin American and Caribbean Studies (LACS), Universidade de Michigan, e do Centro de Estudos Brasileiros de Oxford. Atua como consultor em projetos de pesquisa sobre violência e crime e já trabalhou para o Banco Mundial, Banco Interamericano, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), United Nations Interregional Crime and Justice Research Institute (UNICRI), Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Justiça.

As relações do Brasil com o mundo são o tema do advogado Helio Michelini Pellaes Neto em seu texto. Ele é especialista em Cooperação Internacional e mestre em Sociologia Política pela Universidad Complutense de Madrid, na Espanha. Com ampla experiência em gestão de projetos de cooperação internacional para o desenvolvimento, atuou como consultor em várias organizações internacionais, em especial o Banco Interamericano de Desenvolvimento e a Comissão Europeia. Atualmente, leciona Relações Internacionais na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo.

Januario Montone assina o capítulo intitulado Desafios da saúde no Brasil. Ele foi secretário municipal da Saúde de São Paulo (2007-2012) e de Gestão (2005-2007). Participou da regulação do setor de saúde suplementar e da criação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), da qual foi o primeiro diretor-presidente (1999-2003). No Ministério da Saúde participou da criação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), onde foi diretor (1999). Presidiu (1997/1999) a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e atuou como consultor da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e Banco Mundial. É autor do livro Planos de Saúde, passado e futuro (Medbook, 2009). Atualmente dirige a Monitor Saúde e é consultor na Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), além de palestrante e professor.

  

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