
Reunião semanal do Espaço Democrático: análise do evento da IDC-CDI
Redação Scriptum
O evento da Internacional Democrata de Centro (IDC-CDI), maior entidade política internacional do mundo, com 115 partidos de 83 países, foi o tema do encontro semanal do Espaço Democrático – a fundação para estudos e formação política do PSD – nesta segunda-feira (24), em São Paulo. Colaboradores da fundação analisaram os debates do fórum “Concertação democrática: a centro-direita con struindo pontes e apontando soluções na política”, organizado pelas Fundações Espaço Democrático e Konrad Adenauer com a participação do PSD e de representantes de partidos de vários países.
O coordenador de Relações Internacionais da fundação do PSD, Vilmar Rocha, que foi o mediador de um dos painéis de discussão do fórum, considera que a filiação à IDC-CDI, formalizada no Camboja, no ano passado, dá um novo status ao partido. “É um avanço na medida em que traz uma identidade internacional clara para o PSD”, disse. Segundo ele, “o evento e a Declaração de São Paulo proposta pelo partido e aprovada pela assembleia-geral, demonstram um posicionamento programático e ideológico definido para a legenda: estamos alinhados ao perfil da maioria dos partidos associados, somos um partido de centro-direita, como o PSD de Portugal, a CDU da Alemanha e o Partido Popular da Espanha”.
O economista Luiz Alberto Machado chamou a atenção para o pesquisador brasileiro Silvério Zebral Filho, da Universidade George Washington, que falou no fórum que debateu os espaços que o centro tem em um mundo de extremos. Ele apontou que existe um paradoxo no mundo atual: as preferências temáticas dos cidadãos são todas de Centro, mas eles são uma maioria silenciosa, e assim as eleições majoritárias acabam indo para os polos. A secretária do PSD Mulher nacional, Ivani Boscolo, e o advogado Roberto Ordine, presidente da Associação Comercial de São Paulo, elogiaram a organização esmerada do evento: houve até mesmo a preocupação em programar atividades culturais para os participantes.
O cientista político Rogério Schmitt falou sobre as organizações que se definem como “internacionais partidárias”. Há três delas que são mais importantes: além da IDC, a Internacional Socialista, de centro-esquerda – e que tem o PDT brasileiro como filiado –, e a União Democrática Internacional, conservadora.
Participaram da reunião semanal do Espaço Democrático, coordenada pelo jornalista Sérgio Rondino, os economistas Luiz Alberto Machado e Roberto Macedo, os cientistas políticos Rubens Figueiredo e Rogério Schmitt, o sociólogo Tulio Kahn, os gestores públicos Mário Pardini e Januario Montone, o professor pós-doc da USP José Luiz Portella, o médico sanitarista e ambientalista Eduardo Jorge, o advogado Roberto Ordine, a secretária do PSD Mulher nacional, Ivani Boscolo, o coordenador nacional de Relações Institucionais da fundação, Vilmar Rocha, e os jornalistas Eduardo Mattos e Renata Rondino.