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{ ENCONTRO DEMOCRÁTICO }

‘Estamos vivendo mais. Mas isso tem um preço’

Em palestra no Espaço Democrático, o economista Roberto Macedo fala sobre as oportunidades e riscos do aumento da expectativa de vida observado nas últimas décadas no Brasil e no mundo

Roberto Macedo: a ampliação da longevidade tem colocado em xeque os sistemas de previdência pública, exigindo novas soluções.

 

A rápida escalada da expectativa de vida e o aumento da população idosa trazem questões para a sociedade e para as famílias que precisam ser encaradas de frente o mais cedo possível. Esse foi o recado que o economista Roberto Macedo deu nesta quinta-feira (10) em Encontro Democrático realizado em São Paulo, com o tema “A Longevidade ampliada: oportunidades e riscos”.

Promovido pelo Espaço Democrático – a fundação do PSD para estudos e formação política – o encontro desta semana teve a participação do cientista político Rubens Figueiredo e do médico Antônio Roberto Batista, além de lideranças do partido como a coordenadora nacional do PSD Mulher, Alda Marco Antonio, e o deputado estadual do PSD de São Paulo Alex Madureira.

Coordenado pelo jornalista Sérgio Rondino, o evento integra a série de debates sobre questões de interesse da sociedade brasileira que o Espaço Democrático vem realizando com o objetivo de produzir informações para orientar a atuação de seus representantes na gestão pública. O Encontro foi transmitido ao vivo pela página da fundação no Facebook (veja aqui) e a íntegra do debate será publicada no site.

 

 

Em sua palestra, Roberto Macedo, que é doutor em economia pela Universidade de Harvard e foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, destacou que a ampliação da longevidade é uma tendência observada no Brasil e no mundo, o que tem colocado em xeque os sistemas de previdência pública, exigindo novas soluções.

Para ele, “a enorme maioria das pessoas gostaria de viver mais e, assim, a longevidade ampliada seria uma bênção ao abrir oportunidades quanto ao que fazer no tempo de vida adicional, mas ela também envolve muitos riscos que podem levar a uma condição abominável, numa época em que não dá para reverter as dificuldades, em particular os riscos financeiros e de doenças, estes potencializados pela própria longevidade”.

Lembrando que em 1991 a expectativa de vida no Brasil era de 62,6 anos para homens e quase 70 anos para as mulheres, sendo que em 2015 já havia avançado para 71,9 anos no caso dos homens e 79,1 no das mulheres, o economista destacou que esse período de vida adicional pode ser vivido em boas condições de saúde, mas “é preciso se preparar para essa fase ainda na juventude e principalmente na meia idade”.

Além da permanente atenção e cuidados com a saúde física, ele citou também a atividade intelectual como uma das formas de reduzir os riscos da longevidade. E recomendou: “Não parar de trabalhar, na mesma carreira ou noutra, como empregado ou não. Está cientificamente provado que parar de trabalhar prejudica a saúde física e mental”, afirmou, alertou: “Depois do paletó de flanela vem o paletó de madeira”.

Para se manter em atividade, Macedo lembrou que é possível usar a experiência adquirida para iniciar uma atividade empresarial ou se associar a uma já em andamento ou ainda se dedicar ao trabalho voluntário.


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