Futebol: gestão evolui, mas clubes continuam quase quebrados

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DIÁLOGOS NO ESPAÇO DEMOCRÁTICO

 

 

Apesar da situação de pré-insolvência da maior parte dos clubes das séries A e B, a gestão do futebol brasileiro está em franca evolução e apresenta bons exemplos de governança, transparência, ética, prestação de contas e compliance. O diagnóstico é de Walter Feldman, ex-secretário geral da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em entrevista ao programa Diálogos no Espaço Democrático, produzido pela TV da fundação do PSD e disponível tanto em seu canal de Youtube quanto em seu podcast.

Para Feldman, que é ex-deputado federal e ex-deputado estadual em São Paulo, apesar da notável evolução dos últimos cinco ou seis anos, o Brasil ainda está muito distante do nível europeu. “Os clubes da Europa entenderam há muito tempo a dimensão planetária do futebol”, diz ele. “Nós nunca usamos, na devida época, atletas como Pelé, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, no marketing para difundir o produto futebol brasileiro”, diz ele. E a pouca atenção dada pelo futebol brasileiro ao seu produto pode ser exemplificada, segundo Feldman, por um dado: “Só o Barcelona tem 300 pessoas trabalhando em sua divisão de marketing, espalhadas pelo mundo inteiro; a CBF tem dez”.

Feldman foi entrevistado pelo jornalista Sérgio Rondino, âncora do programa de entrevistas e debates, pelos cientistas políticos Rubens Figueiredo e Rogério Schmitt e pelo economista Luiz Alberto Machado.

Mesmo com as dificuldades, ele vê boas perspectivas de mudança a partir de uma cesta de novas iniciativas. “A saída está na gestão mais qualificada e profissionalizada, na lei do mandante, na lei do clube-empresa, nos novos contratos com as detentoras de direitos de televisão e em novos ativos, como a gameficação”, aponta. “Mas, acima de tudo, nós precisamos reter mais tempo no Brasil nossos talentos”.

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