Kassab garantiu recursos para pesquisa, diz cientista

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Escolhido como uma das dez personalidades mais influentes no mundo da ciência pela revista Nature, uma das mais bem conceituadas publicações científicas internacionais, o ex-presidente do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Ricardo Galvão, destacou esta semana o papel exercido pelo ex-ministro Gilberto Kassab no esforço para garantir verbas à pesquisa e à ciência no País durante o governo de Michel Temer.

Em entrevista ao projeto “Conversas na Crise – Depois do Futuro”, uma realização do UOL em parceria com o Instituto de Estudos Avançados (IdEA) da Unicamp, Galvão lembrou que a gestão de Kassab à frente do então Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações foi decisiva para manter os recursos para a área, mesmo com o País enfrentando dificuldades orçamentárias. Apesar do corte de verbas, disse, “conversamos com ele (Kassab), que foi ao governo, botou seu prestígio político e reverteu isso – o problema é que nenhum ministro tem êxito se não tiver apoio político muito forte. Às vezes prefiro um ministro não especialista, mas que tenha um diálogo bom e força política para atuar”.

Galvão, cientista e professor livre-docente na USP (Universidade de São Paulo), deixou o Inpe há um ano, após embate com o presidente Jair Bolsonaro em torno da suposta manipulação de dados sobre o desmatamento na Amazônia. O pesquisador se mostrou esperançoso em relação à ciência, no país e no mundo, em um cenário pós-pandemia. Apesar das dúvidas ante a “informação muito superficial” disponível hoje em dia nas redes sociais, ele avalia que “a ciência vai ganhar”.

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