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{ ENTREVISTA }

Meirelles: solução da crise passa pela vacinação em massa

Na revista Veja, um dos fundadores do PSD, Henrique Meirelles, atual secretário da Fazenda de São Paulo, diz que “o ritmo de vacinação está bastante lento e teria de ser amplamente incrementado”

“Ou o Ministério da Saúde põe em prática um programa de imunização mais efetivo ou poderia passar aos Estados a competência para que o façam”, afirmou Meirelles

 

Em entrevista publicada na revista Veja desta semana, o ex-ministro da Fazenda e atual secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles, afirma que a solução da atual crise econômica passa pela vacinação em massa. Para Meirelles, que foi um dos fundadores do PSD, o ritmo de vacinação está bastante lento e teria de ser amplamente incrementado. “Ou o Ministério da Saúde põe em prática um programa de imunização mais efetivo ou poderia passar aos Estados a competência para que o façam”, diz ele.

Veja a seguir os principais trechos da entrevista concedida ao jornalista Victor Irajá, de Veja:

Como o senhor viu a disputa entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador João Doria pelo protagonismo da vacinação?

Devemos separar os fatos objetivos das narrativas da política. Tudo isso faz parte de uma construção eleitoral, que é o cerne de uma democracia. Mas, dito isso, o estado de São Paulo tomou a iniciativa de procurar uma vacina e estruturar o Instituto Butantan para produzi-la. Usamos nosso escritório administrativo em Xangai para fechar convênio entre o laboratório Sinovac, o governo chinês e o Butantan. Tudo isso são fatos que não sobrevivem a narrativas. É um processo longo, de parceria, que culminou no início da imunização do país, fundamental para a retomada econômica.

Até que ponto essa iniciativa tem impacto na retomada econômica?

Essa pandemia tem dois efeitos, indissociáveis. O mais grave afeta a vida das pessoas, leva a mortes. Mas existe uma grave consequência econômica em decorrência do vírus. A solução passa pela vacinação em massa. Assim, a crise econômica é resolvida na raiz, com as pessoas voltando ao trabalho e a consumir com maior confiança. O ritmo de vacinação está bastante lento e teria de ser amplamente incrementado. Ou o Ministério da Saúde põe em prática um programa de imunização mais efetivo ou poderia passar aos Estados a competência para que o façam.

Qual é sua expectativa do impacto que a vacina deve ter sobre a economia?

Projetamos crescimento em torno de 5% e 5,5% para o estado de São Paulo, enquanto a previsão para o Brasil é de 3,6% em 2021. No fim do ano passado, houve recuperação da economia porque se acreditava que a pandemia estava arrefecendo. Não adianta separar as duas coisas. Existe uma vinculação completa entre a retomada econômica e a vacinação célere.

O senhor vai se vacinar?

Assim que chegar a minha vez.

Qual sua avaliação sobre o andamento das reformas econômicas do ministro Paulo Guedes no Congresso?

A agenda precisa ser implementada. São definições do Executivo, junto aos ministérios como o da Economia e o da Infraestrutura. É uma questão de planejamento e de competência na execução. É necessário definir um cronograma claro. A reforma administrativa não está progredindo. A tributária também não andou. A agenda de reformas é o que existe de mais importante para que o país possa voltar a crescer.

Publicado em VEJA de 3 de março de 2021, edição nº 2727


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