O mundo do trabalho e a pandemia, agora e no futuro

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DIÁLOGOS NO ESPAÇO DEMOCRÁTICO

 


Ao expor um exército de milhões de desassistidos quando perderam suas ocupações, a pandemia do coronavírus revelou que o Brasil precisa criar mecanismos de proteção para pessoas que não tem relações de trabalho formais. “Este é um dos grandes desafios que teremos à frente’, diz o economista e sociólogo José Pastore, um dos maiores especialistas brasileiros em relações de trabalho.

Entrevistado pelo programa “Diálogos no Espaço Democrático” – produzido pela TV da fundação do PSD e disponibilizado no Youtube, Pastore citou como marco deste desafio a paralisação dos entregadores de aplicativos em todo o Brasil, no início de julho. “Foi histórico”, disse ele. “Essa gente precisa de proteção própria, com portabilidade, ou seja, se ela deixar o emprego e for trabalhar por conta própria, carregará essas proteções”.

Entrevistado pelos economistas Roberto Macedo e Luiz Alberto Machado, consultores do Espaço Democrático, e pelo jornalista Sérgio Rondino, Pastore destacou que a pandemia vai impactar para sempre o mercado de trabalho: “O emprego convencional como conhecemos, assalariado, com vínculo, prazo indeterminado, subordinação, ainda vai durar muito tempo porque há muitas atividades que dependem deste tipo de relação”. Ele pontua, porém, que por ser muito onerosa, haverá uma tendência em criar novos mecanismos. “A desoneração do custo do trabalhador será um grande passo para criar uma relação de trabalho mais leve, com facilidade para contratar e demitir, o que vai gerar mais empregos”.

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