Planos de saúde cada vez mais caros. Isso tem solução?

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CADERNO DEMOCRÁTICO

Reajustes praticados pelas operadoras preocupam a população

 

A cada ano, milhares de brasileiros que ainda podem pagar seus planos de saúde se assustam com o percentual de reajuste praticado pelas operadoras. E a Agência Nacional de Saúde, criada no ano 2000 para promover a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde e regular as operadoras – inclusive nas relações delas com os consumidores – pouco pode fazer para reduzir o impacto desses aumentos de preços. A discussão sobre os planos de saúde no Brasil é o tema da mais recente publicação do Espaço Democrático – a fundação para estudos e formação política do PSD. O caderno está disponível gratuitamente para leitura on-line ou download aqui no site da fundação.

“O poder regulatório da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) foi sendo enfraquecido ao longo dos últimos 20 anos”, diz Januario Montone, principal personagem da publicação, que traz a íntegra da entrevista dada por ele ao programa “Diálogos no Espaço Democrático”, produzido pela fundação do PSD e disponível em seu canal de Youtube. Januario é um dos mais profundos conhecedores do assunto, consultor na área, primeiro presidente da agência e autor do livro “Planos de saúde – Passado e futuro”, no qual ele traça um detalhado perfil do setor. “E aconteceu que os pontos de vista que o mercado tem sobre o preço dos planos foram prevalecendo”, diz.

Ele foi entrevistado pelo economista Roberto Macedo, pelo médico Antônio Roberto Batista, pelo advogado Helio Michelini – empresário do setor de saúde – e pelo jornalista Sérgio Rondino, âncora do programa, Montone apontou um dos aspectos mais perversos do sistema: “Hoje é muito difícil comprar um plano individual”. As operadoras oferecem um plano coletivo, para duas ou três vidas, e as pessoas são obrigadas a abrir uma empresa para colocar a mulher e os filhos, por exemplo. Por que as operadoras fizeram isso? Para fugir do controle que os planos individuais têm”.

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