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{ DIÁLOGOS NO ESPAÇO DEMOCRÁTICO }

Proposta de reforma administrativa pode deixar tudo como está

Para a economista Ana Carla Abrão, discussão deveria começar pelos penduricalhos, não pela estabilidade

 

 

A Proposta de Emenda à Constituição da reforma administrativa, em tramitação no Congresso Nacional, tem um lado positivo, que é o próprio fato de que o Brasil está finalmente discutindo o assunto. Mas o lado negativo é que a PEC pode deixar tudo como está pelos próximos 30 ou 40 anos. A avaliação é da economista Ana Carla Abrão, para quem o projeto não toca naquilo que é inaceitável. “A proposta ficou cerceada por um governo extremamente corporativista, que protegeu sua base ao mesmo tempo em que colocou o assunto na agenda”, disse ela em entrevista ao programa “Diálogos no Espaço Democrático”, produzido pela TV da fundação do PSD e disponível em seu canal de Youtube.

Doutora em economia pela Universidade de São Paulo (USP), Ana Carla é head do escritório da Oliver Wyman – empresa americana de consultoria em gestão – no Brasil. Foi consultora no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no Brasil, servidora concursada do Banco Central do Brasil – onde atuou no Departamento de Pesquisa de Economia Bancária –, economista-chefe na Tendências Consultoria Integrada, diretora da área de controle de riscos do Itaú-Unibanco e secretária de Fazenda do Estado de Goiás.

Para ela, a PEC 32/2020, em tramitação na Câmara Federal, poderia ter sido simplificada a partir do que realmente interessa. “Nós deveríamos começar pela revisão e racionalização das carreiras atuais, pela retirada dos privilégios inaceitáveis como promoção e progressão automáticas, auxílios, férias de 60 dias, enfim, os penduricalhos que existem”, aponta. “Mudanças que poderiam ser feitas sem emendas constitucionais e que permitiriam reduzir a pressão sobre as contas de Estados e municípios, que continuam se deteriorando”. A proposta, porém, parte da questão da estabilidade – a manutenção dela para atuais servidores e o fim dela apenas para novos concursados.

Ana Carla foi entrevistada pelos cientistas políticos Rogério Schmitt e Rubens Figueiredo, pelo economista Luiz Alberto Machado, pelo coordenador de Relações Institucionais do Espaço Democrático, Vilmar Rocha, pelo ex-embaixador e ex-presidente da Cesp Andrea Matarazzo e pelo jornalista Sérgio Rondino, que é âncora do programa.

Para ela, está claro o que a sociedade espera de uma reforma administrativa: “Queremos a melhoria dos servidores públicos, a capacitação deles, a racionalização das carreiras e, principalmente, garantir que possa ser feita a gestão de pessoas para ter um resultado melhor”.


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