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Sinergia entre poder público e sociedade pode reduzir a extrema pobreza

José Luiz Portella, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP, apresentou projeto no Espaço Democrático

 

Portella apresentou na reunião semanal do Espaço Democrático projeto que vem desenvolvendo e já foi apresentado à Prefeitura de São Paulo, que pretende adotá-lo

 

Redação Scriptum

 

Reduzir a extrema pobreza é possível a partir da sinergia entre o poder público e as ONGs que atuam no setor e o mercado, além do envolvimento da sociedade. A ideia é defendida pelo pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP) José Luiz Portella. Ele apresentou nesta terça-feira (25), na reunião semanal do Espaço Democrático – a fundação para estudos e formação política do PSD – o projeto que vem desenvolvendo e já foi apresentado à Prefeitura de São Paulo, que pretende adotá-lo. Além da proposta para redução da extrema pobreza, Portella mostrou os benefícios de outro projeto, que foi deixado de lado no governo do Estado de São Paulo: o hidroanel da Região Metropolitana de São Paulo.

Engenheiro civil especializado em gerenciamento de projetos, orçamento público, transportes e tráfego, Portella tem larga experiência no poder público. Foi secretário-executivo dos Ministérios do Esporte e dos Transportes, secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo e de Serviços e Obras da Prefeitura de São Paulo. Foi, ainda, presidente da Fundação de Assistência ao Estudante, idealizou o Programa Alfabetização Solidária e implementou o 1º Programa Universidade Solidária. Doutor em História Econômica pela USP, tem pós-doutorado em Sociologia do Desenvolvimento pela mesma universidade.

Extrema pobreza

Pelos padrões brasileiros, está classificada na faixa de extrema pobreza a pessoa que tem renda de até R$ 105 por mês. O padrão da Organização das Nações Unidas (ONU), porém, define como extremamente pobre aquele que vive com apenas US$ 1,98 por dia, o equivalente a R$ 300 mensais. Portella exibiu números da cidade de São Paulo para demonstrar a gravidade do problema. Na capital paulista, segundo a ong Rede Nossa São Paulo, há cerca de 42 mil pessoas vivendo na rua, das quais cerca de 2 mil na Cracolândia. “Dessas, há 15 mil pessoas que querem trabalhar imediatamente se for oferecido a elas uma oportunidade”, aponta ele. “E há ainda cerca de 1,2 milhão de mulheres que são mães solo, aquelas que criam os filhos sozinhas, sem ajuda do pai; a mãe-solo é a porta da extrema pobreza e se conseguirmos resolver o problema delas já teremos dado um grande salto”, diz.

O escopo de ideia de Portella é formado por onze projetos sinérgicos que devem ser realizados simultaneamente. Por meio deles ele estima que será possível, em uma cidade como São Paulo, adotar a meta de retirar 50% da população da extrema pobreza até dezembro de 2024 e até 95% até 2026.

Hidroanel

Portella também falou sobre a criação do Hidroanel da Região Metropolitana de São Paulo, projeto que considera “estruturante e transformador”. A ideia nasceu no Laboratório de Projetos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, chegou a ser encampada pelo Governo do Estado de São Paulo na gestão de José Serra, entre 2007 e 2010, mas desde então não evoluiu.

O hidroanel prevê a conexão e aproveitamento das hidrovias que circundam 14 cidades da Grande São Paulo – rios Tietê e Pinheiros, e as represas Billings e Taiaçupeba – com cerca de 180 km de vias navegáveis.

Participaram da reunião semanal do Espaço Democrático, os cientistas políticos Rubens Figueiredo e Rogério Schmitt, os economistas Luiz Alberto Machado e Roberto Macedo, o gestor público Januario Montone, o sociólogo Tulio Kahn, o especialista em gestão Rafael Auad, o coordenador do PSD Movimentos, Ricardo Patah, a secretaria nacional do PSD Mulher, Ivani Boscolo e o jornalista Eduardo Mattos.


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