Um novo e alarmante retrato da Cracolândia

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DIÁLOGOS NO ESPAÇO DEMOCRÁTICO

 

O investimento feito pelo poder público na Cracolândia tem dado pouco ou quase nenhum resultado. Os números, ano a ano, só pioram, como mostra levantamento realizado pela Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Escola Paulista de Medicina, realizado no final do ano passado e apresentado pelo psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador da unidade, em mais uma edição do programa Diálogos no Espaço Democrático, da TV da fundação do PSD.

A extensa área da região central de São Paulo abriga, hoje, quase 2.200 dependentes à noite, o horário de maior fluxo, e é amplamente dominada pelo tráfico de drogas, que oferece segurança aos usuários e fatura ali, mensalmente, R$ 10 milhões. Alguns números impressionam: 58,3% apresentam quadro psicótico; 68,4% são portadores de HIV e 62% de sífilis; 46% roubam para comprar droga.

 

Ronaldo Laranjeira: a Cracolândia abriga hoje quase 2.200 dependentes e é amplamente dominada pelo tráfico de drogas

 

Coordenado e apresentado pelo jornalista Sérgio Rondino, o programa contou com importantes depoimentos de Alda Marco Antonio, coordenadora do PSD Mulher, ex-vice-prefeita de São Paulo e ex-secretária de Assistência e Desenvolvimento Social da Prefeitura de São Paulo; de Januário Montone, ex-presidente da Funasa, ex-presidente da Agência Nacional de Saúde e ex-secretário de Saúde de São Paulo; de Andrea Matarazzo, ex-secretário de Coordenação das Subprefeituras de São Paulo, ex-vereador e pré-candidato do PSD à Prefeitura de São Paulo; e da socióloga Gleuda Apolinário, pesquisadora da Unifesp e ex-coordenadora estadual de Política sobre Drogas.

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