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As sinistras ‘pedras da fome’, reveladas em rios da Europa após período de seca

Populações que viviam entre os séculos 15 e 19 deixaram gravadas em pedras mensagens sobre as catástrofes desencadeadas pela falta de água

 

 

Texto: Estação do Autor com g1/BBC News

Edição: Scriptum

 

As “pedras da fome” começaram a se tornar visíveis com a seca que assola o continente europeu. Populações que viviam entre os séculos 15 e 19, onde hoje estão países como Alemanha e República Tcheca, deixaram gravadas em pedras mensagens sobre as catástrofes desencadeadas pela falta de água e registros das dificuldades sofridas durante as secas.

Reportagem de Cristina J. Orgaz para a BBC News, publicada no g1, mostra a origem e o que diziam as mensagens inscritas nas chamadas “pedras da fome”.

Períodos de seca eram ainda mais graves no passado. Níveis tão baixos de água significavam pobreza e carestia para muitas cidades e povoados. A seca arruinava as plantações e tornava praticamente impossível a navegação nos rios por onde chegavam alimentos, suprimentos e carvão. Assim, depois das secas, vinham os períodos de fome, por isso as pedras são conhecidas como hungersteine (pedras da fome), na Alemanha.

Uma das cidades a expor mais pedras é Děčín, no Norte da República Tcheca, onde o rio Ploučnice deságua no rio Elba, muito perto da fronteira com a Alemanha. Ali está a inscrição mais antiga já encontrada, que data de 1616. Nela está gravado “wenn du mich siehst, dann weine”, que pode ser traduzido como “se você me vir, chore”.

O aparecimento das “pedras da fome” pode ser lido como um aviso sinistro do passado, pressagiando períodos de miséria. Nas últimas semanas, a França e a Espanha tiveram que fazer racionamento de água devido a uma seca severa. O governo francês declarou que o país enfrenta a pior seca da história.


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